8 de ago de 2013

ATPC - 08/08





Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 30 de julho de 2013.

IDH das cidades melhora, mas educação é entrave
Desenvolvimento sobe 47,5% e vai de 'muito baixo' para 'alto' em duas décadas 

30% dos municípios, porém, seguem mal em ensino; índice da ONU também avalia renda e expectativa de vida


O Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros subiu 47,5% em duas décadas --saindo do nível "muito baixo" para outro considerado "alto".
A melhoria das cidades ocorreu tanto em renda da população como em longevidade e educação. Os três quesitos são a base do IDHM --uma versão local do IDH utilizado pela ONU em avaliações de desenvolvimento social em países do mundo.
Mesmo sendo a área que mais evoluiu, a educação ainda é a única que alcança só um nível "médio" --que rebaixa a nota dos municípios.
As conclusões fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. A pesquisa da ONU é feita com ajuda do Ipea (instituto ligado à Presidência da República) e da Fundação João Pinheiro, do governo mineiro.
Os dados foram calculados com os Censos de 1991, 2000 e 2010 --não captam, portanto, a gestão Dilma Rousseff.
Um dado emblemático do novo cenário é a quantidade de municípios de IDHM "muito baixo". Em 1991, eram 85,8%. Em 2010, só 0,6%.
O índice repete um modelo do IDH mundial ao usar os três indicadores sociais, que variam de 0 (pior) a 1 (melhor). No entanto, as variáveis globais e locais de cada categoria são diferentes, impedindo que sejam comparados.
O IDHM brasileiro, de acordo com os atuais critérios, era de 0,493 em 1991 --próximo do teto da classificação "muito baixo", que é 0,499.
Após quase dez anos, subiu 24,1% e chegou sob FHC a 0,612 --ou "médio", segundo a escala estabelecida.
Na década seguinte, dominada pelo governo Lula, continuou crescendo (18,7%) e alcançou em 2010 a marca de 0,727 --quebrando a barreira de 0,700, a partir da qual o IDHM é tido como "alto".
O quesito social que mais chega perto da nota máxima de 1 é longevidade (expectativa de vida ao nascer).
Seu índice é de 0,816. Ele foi beneficiado pela queda da mortalidade infantil --de 47% entre 2000 e 2010.
Em seguida está a renda (mensal per capita), com 0,739. Já educação tem 0,637.
Quase 30% das cidades brasileiras têm nota considerada "muito baixa" em educação. E só cinco têm índice considerado "muito alto".
Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, programas de transferência de renda não tiveram tanto peso no IDHM. "O Bolsa Família é um coadjuvante." O Atlas, para ele, mostra que "a evolução é extraordinária, mas os indicadores ainda são muito ruins".
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a prioridade deve ser "diminuir a desigualdade regional".

Professores, comentem o texto acima.
Boa leitura

Um comentário:

  1. Lendo este texto, torna-se redundante afirmar que infelizmente a educação não evolui no Brasil.
    - O descaso e a falta de vontade política dos governos, contribuem para a situação caótica em que vivemos.
    - Aliado a isto a desestrutura familiar, a cultura das famílias de que não adianta estudar, o descompromisso dos pais em relação ao acompanhamento da vida escolar do filho, ou seja ficaria aqui enumerando centenas de motivos que fazem com que o IDH não melhore no item Educação.
    O que é uma pena, pois país sem educação é uma Nação sem norte, e que nunca atingirá as metas estipuladas para o mesmo.

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